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Volta às aulas presenciais: como será o 2º semestre nas escolas de São Luís

Por Equipe G. Gospel em 21/07/2021 às 20:53:33
As aulas presenciais serão retomadas na rede pública de forma gradual e no formato híbrido, a partir do próximo semestre letivo, que se inicia em agosto. Para o retorno as aulas, as escolas da rede privada de São Luís (MA) vão aderir escalas por dias para aulas presenciais com os alunos.

Divulgação/Escola Mapple Bear

As aulas presenciais devem ser retomadas na rede pública de São Luís em agosto, em diferentes datas. As atividades devem funcionar de forma híbrida e com rodízio de estudantes em atividade presencial, oferecendo aos alunos a possibilidade de fazer os estudos pela internet, por conta da pandemia da Covid-19. Confira abaixo:

Volta às aulas: perguntas e respostas

Ministro da Educação defende retorno às aulas presenciais

Escolas Estaduais

No ensino público estadual, referente ao ensino médio, as aulas no primeiro semestre aconteceram de forma não presencial por meio de plataformas online (Plataforma Gonçalves Dias), aulas em rádio, TV e plataforma de streaming de áudios.

Segundo o governo, as escolas têm ofertado material impresso na situação de impossibilidade de acesso à internet; além da realização de formações diversas para os agentes escolares de forma a qualificar as aulas remotas em tempo de pandemia.

O retorno às aulas no 2º semestre será em sistema híbrido e está prevista para o dia 2 de agosto, com um processo progressivo, de acordo com cada instituição de ensino. A volta será por grupos de escolas e terá a aplicação de protocolo sanitário específico para a educação com medidas preventivas e de combate à Covid-19.

Escolas municipais

No primeiro semestre de 2021, as aulas na rede municipal (infantil e fundamental) foram realizadas por meio do ensino remoto, com atividades impressas entregues aos alunos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), para o segundo semestre, a partir de 2 de agosto, serão feitas formações pedagógicas, inclusive sobre o protocolo sanitário, para gestores, professores, familiares e alunos. Segundo a prefeitura, essa etapa é fundamental para o retorno seguro e gradual das aulas presenciais em formato híbrido, que ocorrerá a partir de 16 de agosto.

As escolas com o ensino híbrido terão as atividades realizadas por grupos de alunos para cada semana. Em uma semana, parte dos alunos terá aulas presenciais e na semana seguinte terão aulas remotas, assim sucessivamente. Para as escolas que não retornarem no formato híbrido, as atividades letivasseguirãoatravés do ensino remoto, com o uso do Google Classroom, até que sejam preparadas e anunciadas para o novo formato de ensino.

Segundo a prefeitura, um protocolo de saúde foi elaborado e aprovado por entidades da educação, com um conjunto de medidas sanitárias elaboradas para a segurança dos alunos, profissionais da educação e famílias nas escolas, que receberão itens de higiene e cuidado. No ambiente de ensino será obrigatório o uso de máscaras, o distanciamento social, a lavagem regular das mãos e o uso do álcool em gel.

Com o retorno das aulas, haverá um novo momento de avaliação diagnóstica para verificar o nível de conhecimento dos alunos, para a aplicação da política de recuperação da aprendizagem, compensando e reforçando os conteúdos letivos.

Ensino Particular

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Maranhão, as aulas nas escolas particulares já mantinham o ensino híbrido, onde parte das aulas eram remotas, e parte eram presenciais.

Após as férias de julho, as aulas no segundo semestre vão retornar no dia 1º de agosto, ainda seguindo protocolos sanitários de segurança contra a Covid-19.

Há uma diretriz do governo federal?

Em 30 de junho, véspera da audiência do ministro no Senado, o MEC divulgou em uma rede social o Guia de Retorno às Aulas Presenciais, um documento elaborado pela pasta em 2020.

Uma análise do documento feita pelo físico Vitor Mori, do Observatório Covid-19, a pedido do G1, indicou que ainda há muito foco em limpeza de superfícies e pouca informação sobre a importância de fazer atividades em ambientes ventilados ou cuidar para que haja ventilação dos espaços.

"Tem um foco desproporcional em relação à higienização de superfícies", afirma. "Hoje a gente sabe que transmissão por superfícies é muito improvável. É menos de 1 em 10 mil, segundo o CDC", afirma Mori. "Há várias coisas que são comprovadamente ineficazes, no protocolo, como medir temperatura. Já a importância da ventilação e máscaras PFF2 ficam diluídas", avaliou.

O que dizem os especialistas?

Para Olavo Nogueira, diretor-executivo da organização Todos pela Educação, é "positivo que estejam dando um senso de urgência ao tema do retorno emergencial das aulas".

"Agora, é de uma enorme hipocrisia esse governo falar que desde o início da pandemia tem cumprido o seu papel coordenador, articulador, de apoio aos estados e municípios, que fez de tudo o que estava a seu alcance para enfrentar a pandemia na educação, para apoiar o processo de reabertura das aulas. Isso não é verdade", disse Nogueira.

O diretor-executivo da Todos pelo Educação diz que o que ocorreu, na verdade, é "rigorosamente o contrário".

"A gente teve um governo que no caso da educação foi completamente ausente, omisso. Alguns exemplos: o MEC, nos primeiros meses de pandemia, quando ficou claro que precisaria de uma resposta emergencial por meio do ensino remoto, foi incapaz de articular uma ação coordenada entre os estados e municípios", disse.

"O governo foi incapaz de fazer algo que em vários países, mesmo com estrutura federativa parecida com a do Brasil, foi feito, que é elencar parâmetros nacionais para tentar guiar a tomada a decisão sobre uma reabertura segura nas cidades. Uma parte dos estados e municípios não conseguiu elencar critérios claros e consistentes para fim dessa tomada de decisão", completou.

Fonte: G1

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