Ministra defende estrat√©gias de combate à desinforma√ß√£o na sa√ļde

Por Equipe G. Gospel em 10/07/2024 às 04:36:12

Ao participar da 76¬™ Reuni√£o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci√™ncia (SBPC), a ministra da Sa√ļde, N√≠sia Trindade, disse nesta ter√ßa-feira (9) que o pa√≠s est√° "muito aquém do que se faz nas redes pautadas pela direita". O evento tem como tema Ci√™ncia para um Futuro Sustent√°vel e Inclusivo: por um Novo Contrato Social com a Natureza.

"Estamos muito aquém. É uma guerra sim – e n√£o sei nem se guerra é a melhor forma de combater isso. Mas o que eu vejo é que estamos muito aquém, pela rapidez com que se dissemina. E n√£o só isso: voc√™ dissemina uma informa√ß√£o falsa, criminosa, de maneira criminosa. N√£o é nada neutro. S√£o coisas orquestradas", avaliou N√≠sia.

    Em sua fala, a ministra alertou para o que chamou de estratégia de "ouvir v√°rias vis√Ķes do fato". "A gente mesmo, muitas vezes, d√° espa√ßo para legitimar discursos que n√£o deveriam ter lugar – pelo menos n√£o nos nossos ambientes. Como tiveram na CPI da Covid. Como se fosse tudo igual", disse ela, ao se referir aos debates sobre a pandemia de covid-19 no Congresso Nacional.

    "Isso n√£o significa colocar todo e qualquer conhecimento, sandice, loucura, maluquice no mesmo patamar. N√£o é poss√≠vel. A gente n√£o pode aceitar isso. E, muitas vezes, nós fazemos isso. Tem que haver uma valida√ß√£o e, para isso, a ci√™ncia tem processos históricos de valida√ß√£o", completou.

    N√≠sia disse ainda que n√£o se deve atribuir à desinforma√ß√£o todas as dificuldades enfrentadas pelo pa√≠s com a vacina√ß√£o. "Ao negacionismo, podemos, sim, creditar em grande parte porque, à medida em que se tem um governo negacionista, n√£o se faz campanha, n√£o se faz esclarecimento, n√£o se coloca a quest√£o da vacina√ß√£o e outras quest√Ķes ligadas ao cuidado como prioridade".

    Tapete Personalizado

    A ministra defendeu outras estratégias além do combate à desinforma√ß√£o, como facilitar o acesso a vacinas por meio de unidades de sa√ļde funcionando em hor√°rio estendido, além de trabalhar o que a ci√™ncia define como "percep√ß√£o de risco" como fator fundamental para ampliar coberturas vacinais. "Com a elimina√ß√£o da circula√ß√£o do v√≠rus da pólio, por exemplo, que voltou a ser uma amea√ßa, a percep√ß√£o de risco [para a doen√ßa] passou a ser menor", explicou.

    Outra estratégia destacada por N√≠sia trata da vacina√ß√£o nas escolas. "[A dose contra o] HPV foi uma das vacinas mais atacadas. Uma vacina fundamental para a preven√ß√£o de c√Ęncer de colo de √ļtero e de outros tipos de c√Ęncer, porque também devemos proteger os meninos. [A vacina√ß√£o nas escolas] fez com que tivéssemos, pelo menos com a primeira dose, 80% de crian√ßas e adolescentes vacinados."

    "Tudo isso nos leva a pensar em estratégias diversificadas. Na sa√ļde e em outras pol√≠ticas sociais, n√£o devemos estar presos a uma estratégia", concluiu N√≠sia.

    Fonte: Agência Brasil

    Comunicar erro
    Consultoria

    Coment√°rios

    Marketing para Advogados_2