CMVR - ABRIL/24

O Poder Transformador do Perdão: Lições da Parábola de Jesus

Por Equipe G. Gospel em 24/03/2024 às 13:14:28

²³ Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;

24 E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;

25 E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.

26 Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

27 Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.

28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.

29 Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

30 Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

³¹ Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.

³² Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.

³³ Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia.

35 Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Mateus 18:23-35

O texto apresenta uma parábola de Jesus sobre o perdão, onde um rei resolve acertar suas contas com seus servos. Um dos servos devia uma quantia exorbitante ao rei, mas, incapaz de pagar, suplicou por misericórdia. Comovido, o rei perdoou-lhe a dívida. Contudo, esse mesmo servo, ao encontrar outro servo que lhe devia uma quantia muito menor, recusou-se a perdoá-lo e o lançou na prisão.

Ao tomar conhecimento disso, o rei indignou-se e entregou o servo cruel aos atormentadores. A parábola termina com Jesus advertindo sobre a importância do perdão, declarando que o Pai celestial fará o mesmo com aqueles que não perdoam seus irmãos de coração.

No Novo Testamento, Jesus ensinou repetidamente sobre o perdão, destacando sua importância na vida dos crentes. Em Mateus 6:14-15, Ele diz: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas". Aqui, Jesus enfatiza que o perdão é uma condição para receber o perdão de Deus.

Além disso, em Lucas 17:3-4, Jesus ensina: "Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me, perdoa-lhe". Neste trecho, Jesus instrui seus discípulos a perdoarem repetidamente aqueles que se arrependem, enfatizando a necessidade de uma atitude de perdão constante.

Portanto, a parábola e os ensinamentos de Jesus sobre o perdão nos mostram que devemos perdoar aqueles que nos ofendem, assim como fomos perdoados por Deus. O perdão é um princípio fundamental do Reino de Deus e uma expressão do amor e da graça divina.

A psicologia reconhece o perdão como um processo complexo e multifacetado, que envolve aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais. Estudos indicam que o perdão está associado a uma melhor saúde mental e física, redução do estresse e aumento da satisfação com a vida. Além disso, perdoar pode promover relações interpessoais mais saudáveis e aumentar a resiliência psicológica diante de situações adversas.

De acordo com pesquisas em psicologia positiva e psicologia clínica, o perdão não significa ignorar ou desculpar as transgressões cometidas, mas sim liberar o ressentimento e a raiva associados a essas experiências dolorosas. Ao praticar o perdão, as pessoas podem experimentar uma sensação de alívio emocional e um aumento da empatia e compaixão, tanto por si mesmas quanto pelos outros.

Aqueles que se recusam a perdoar correm o risco de enfrentar a justiça de Deus, como ilustrado na parábola, mas através do perdão, encontramos libertação e restauração.

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